Não ao vigilantismo
novembro 15th, 2008

Não ao vigilantismo

Hoje é dia de blogagem coletiva contra o vigilantismo. Poucas coisa me tiram da toca em um sábado, principalmente quanto tenho que montar uma rede e passar um pano na casa. Mas essa mereceu… Com a palavra, João Carlos Caribé:

No próximo sábado, dia 15 de novembro é comemorado o dia da Proclamação da República, um momento histórico que nos leva à reflexão mais uma vez, uma grande oportunidade para exercermos nosso direito constitucional de livre expressão, um momento para protestarmos em favor de nossa liberdade e privacidade e contra o vigilantismo crescente e o totalitarismo eminente que se instala no mundo inteiro, inclusive no Brasil.

Selo blogagem coletiva II - insira no seu blog

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O selo é uma cortesia do blog Copiar e Colar

A primeira blogagem politica teve uma adesão fantástica, foram quase 100 posts com abordagens diferentes contra o projeto de cibercrimes e dezenas de milhares de novas assinaturas na petição online pela liberdade na internet e contra o projeto de cibercrimes.

O problema do vigilantismo transcende o projeto de cibercrimes, no Brasil dezenas de outros projetos pró-vigilantismo tramitam no Congresso e no Senado. São os inuteis projetos contra o SPAM, ou os projetos para acabar com as Lan Houses (com as multas que ele estão previstas no projeto, não vai sobrar nenhuma), e outros projetos oriundos de cabeças antiquadas e conservadoras.

A argumentação totalitária vem sempre revestida das melhores intenções, em alguns paises ela se da para combater o terrorismo, para combater a pedofilia, para proteger os direitos autorais, ou para beneficiar os bancos como ocorre no Brasil.

Obviamente que as intenções são outras, a industria cultural esta propondo praticamente em segredo o ACTA, no Brasil os bancos querem se livrar do ônus dos cibercrimes, mesmo sabendo que mais da metade dos cibecrimes não usam a internet e que grande parte deles se da de dentro das instituições bancárias. Se encontraram 50 mil perfis de pedófilos no Orkut, e até o momento não chegam a 30 mil suspeitos, ainda assim estamos falando de 0,01% da população da rede social, justifica tamanha ganância do Ministério Público? Justifica o discurso dos defensores do totalitarismo?

Na verdade, segundo o proprio Castells, os governos querem controlar o que fazemos, o que pensamos, querem controlar nossos cerebros. A midia de massa paulatinamente vem perdendo este papel, ela já não consegue regurgitar as verdades que habitarão nossas mentes, estamos ficando mais críticos, estamos ouvindo uma diversidade de opiniões e tirando nossas proprias conclusões, mas isto sim de fato é um grande perigo para qualquer regime totalitário.

Por estas e por outras que você deve mostrar que tem opinião propria, e mesmo que não seja igual a nossa, mas deve publicar no dia 15 de novembro um post contra o vigilantismo, contra o totalitarismo e a favor da liberdade e privacidade, a favor da neutralidade da internet e da união dos povos.

É muito importante a sua colaboração, pois o projeto corre o risco de ser votado na semana seguinte, e não esqueça de colocar um link para a petição contra o projeto que ja conta com 120 mil assinaturas.

^ 4 Comments...

  1. Hoje é dia da blogagem politica - Não ao vigilantismo « Xô Censura !

    [...] Peão Digital - Não ao vigilantismo [...]

  2. Blogagem Coletiva - Não ao Projeto de Lei de Censura à Internet « Linux… e mais coisas

    [...] Um dos problemas que ainda não foi tão citado nesse projeto é que ele cria uma discriminação ,pois ela “abole” a discriminação entre conteúdos legais e ilegais dentro da rede baseadas em determinadas mídias, ou seja, ela “anula” o fato de um conteúdo poder ser legitimamente produzido e distribuído via Internet e baseia a legalidade ou não meramente no formato de arquivo utilizado. Por exemplo, os arquivos MP3 estarão condenados, não interessando se são músicas distribuídas ilegalmente (como CDs “vazados”), legalmente (músicas que o próprio artista distribuiu, como o caso da banda mineira Pato Fu que em seu site distribui músicas que não foram incluídas em seus CDs) ou até mesmo MP3 não relacionados a músicas (como podcasts, palestras e ringtones). Desse modo, segundo os moldes dessa nova lei, existe um perigo sério de que qualquer conteúdo distribuído segundo determinados formatos possam vir a ser “criminalizados”, independente da legalidade ou não do “conteúdo” propriamente dito ser legal ou não.Não existe nenhuma preocupação por parte do Excelentíssimo Senhor Eduardo Azeredo em entender o funcionamento básico da Internet para saber que não existem ainda mecanismos totalmente eficazes para impedir totalmente o tráfego de conteúdos ilegais e nem a caracterização dos mesmos. Correndo o risco de ser tecnicista, para a Internet, tudo se resume a bits e bytes: uma página, uma música clássica gravada por uma orquestra amadora disponibilizada, por exemplo, no Classic Cat, ou o CD mais novo do funk carioca vazado na net.Essa tratativa do tipo “ferro e fogo” tem conseqüências terríveis para a Internet: jogara os usuários em uma “zona de incerteza” e irá tratar algo em torno de 60% de todos os usuários de Internet como criminosos em potencial (pela legislação atual, piores que corruptos e quase tão criminosos quanto seqüestradores ou traficantes de drogas, se considerarmos a legislação penal e cívil vigente). Via Peão Digital [...]

  3. Blogagem Coletiva - Não ao Projeto de Lei de Censura à Internet « +4

    [...] Um dos problemas que ainda não foi tão citado nesse projeto é que ele cria uma discriminação ,pois ela “abole” a discriminação entre conteúdos legais e ilegais dentro da rede baseadas em determinadas mídias, ou seja, ela “anula” o fato de um conteúdo poder ser legitimamente produzido e distribuído via Internet e baseia a legalidade ou não meramente no formato de arquivo utilizado. Por exemplo, os arquivos MP3 estarão condenados, não interessando se são músicas distribuídas ilegalmente (como CDs “vazados”), legalmente (músicas que o próprio artista distribuiu, como o caso da banda mineira Pato Fu que em seu site distribui músicas que não foram incluídas em seus CDs) ou até mesmo MP3 não relacionados a músicas (como podcasts, palestras e ringtones). Desse modo, segundo os moldes dessa nova lei, existe um perigo sério de que qualquer conteúdo distribuído segundo determinados formatos possam vir a ser “criminalizados”, independente da legalidade ou não do “conteúdo” propriamente dito ser legal ou não.Não existe nenhuma preocupação por parte do Excelentíssimo Senhor Eduardo Azeredo em entender o funcionamento básico da Internet para saber que não existem ainda mecanismos totalmente eficazes para impedir totalmente o tráfego de conteúdos ilegais e nem a caracterização dos mesmos. Correndo o risco de ser tecnicista, para a Internet, tudo se resume a bits e bytes: uma página, uma música clássica gravada por uma orquestra amadora disponibilizada, por exemplo, no Classic Cat, ou o CD mais novo do funk carioca vazado na net.Essa tratativa do tipo “ferro e fogo” tem conseqüências terríveis para a Internet: jogara os usuários em uma “zona de incerteza” e irá tratar algo em torno de 60% de todos os usuários de Internet como criminosos em potencial (pela legislação atual, piores que corruptos e quase tão criminosos quanto seqüestradores ou traficantes de drogas, se considerarmos a legislação penal e cívil vigente). Via Peão Digital [...]

  4. Veja tudo o que foi escrito na II Blogagem Política Coletiva contra o vigilantismo na Internet « Mundo véio sem portera!!

    [...] Peão Digital - Não ao vigilantismo [...]

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