O fim do Guitar Hero

O show foi bom enquanto durou. Esta semana, a Activision Blizzard decidiu retirar o plug dos amplificadores que faziam a mágica do game Guitar Hero acontecer. Em outras palavras, a companhia desisitiu de produzir novas versões do jogo de deve demitir cerca de 500 funcionários da área de jogos musicais. Triste, mas justificável pela decadência do gênero no mundo dos jogos eletrônicos.

A série até que teve uma boa vida. Foram mais de 25 milhões de títulos vendidos e US$ 2 bilhões para a empresa. Com a queda nas vendas – provavelmente gerada pela sabra de games que usam controles de movimento – o mercado fica muito mais complexo para as companhias. Para criar um Guitar Hero, é necessário fechar contratos de licenciamento com as gravadoras. O preço depende muito do preço dos artistas. Além disso, em alguns casos, há a necessidade de produzir novos instrumentos para que os usuários possam desfrutar de todos os recursos oferecidos pelo jogo. Um processo bem caro.

É bom lembrar que a Vivendi, em dezembro de 2010, vendeu a Harmonix Music Systems – responsável pelo Rock Band – para a Columbus Nova. O resultado? Evitou perdas por causa de um modelo em decadência e ainda lucrou US$ 200 milhões com o negócio.

Por mais triste que a notícia possa parecer, a decisão foi inteligente. Trata-se de amputar um pedaço da empresa que pode, eventualmente, atrapalhar outras áreas da companhia. O fim do império das guitarras de plástico…

O jeito é aprender a tocar uma guitarra real. Essas nunca saem de moda.

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