Propostas indecentes na 25 de Março

O centrão velho de São Paulo é um lugar mítico. Repleto de personagens que renderiam muitas histórias fantásticas. Mas chega de sinônimos. Em um dos meus passeios pela região, me deparei com um tipo de situação que nunca imaginei. Várias pessoas paravam ao meu lado e, ao pé do ouvido, me ofereciam todos os tipos de gadgets possíveis e imagináveis. Claro, todos começavam com o iPhone. Isso não me deixou surpreso.

Há tempos não visitava o lugar, acho que foi isso que me deixou um pouco assustado com a ousadia. Perdi esse “pulo” na evolução do comércio informal que, antigamente, só existia com software e cartuchos de impressora recondicionados. “Telefones, iPod, MP3 e vídeo. Tem tudo, é só pedir que a gente traz aqui”. Escutei isso umas quatro vezes de pessoas cujo rosto nem vi. Alguns abriam sacolas que valiam milhares de reais em equipamento.

Culpo a era das compras pela internet por ter me afastado desse ecossistema aparentemente caótico. Digo “aparentemente”, pois tudo lá é muito bem orquestrado.

Uma pena ter perdido a noção do que é aquele pedaço da cidade. Era mais fácil quando o progenitor tinha uma loja de cristais eletrônicos na boa e velha Santa Ifigênia. Aliás, esse ainda é um dos melhores lugares de São Paulo, talvez do Brasil, para comprar eletrônicos. E olha que não estou falando só de muamba.

Bônus: o que comer por lá

Se você gosta de comida árabe e estiver na região, dê uma passada no Raffoul, que fica na Abdo Schahin, 118. As esfihas de carne deles são fantásticas. Sem contar comas de zatar, mas essas são apenas para profissionais. A rua tem vários mercadinhos e lanchonetes com doces fantásticos também. Não deixe de experimentar.

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